Análise tomográfica de posições condilares em indivíduos assintomáticos classe I de Angle

Objetivo: Verificar por meio de tomografias lineares sagitais corrigidas a posic¸ão condilar emmáxima intercuspidac¸ão e em retrusão máxima obtidas pela técnica do arco gótico de Gysie, se existem diferenc¸as entre elas, em pacientes classe I de Angle.
Métodos: Foram selecionados 20 voluntários, 6 homens e 14 mulheres, assintomáticos, com-pletamente dentados, com padrão oclusal classe I de Angle e faixa etária entre 20-30 anosde idade. Após anamnese e exame clínico foram submetidos a moldagens e seus modelosmontados em articulador semiajustável. Sobre os modelos, foram confeccionados os dispo-sitivos de registro intraoral, os quais foram posicionados na boca para a obtenc¸ão do trac¸adodo arco gótico, utilizando-se como referência o vértice do mesmo para a obtenc¸ão da posic¸ãode retrusão máxima. Após a obtenc¸ão das tomografias, os dados obtidos foram tabulados esubmetidos a análise estatística pelos testes de frequência, ANOVA two way e T, com nívelde significância de 5%.
Resultados: Em retrusão máxima, o posicionamento posterior dos côndilos foi o encontradocom maior frequência e em máxima intercuspidac¸ão, o central. Houve diferenc¸as signifi-cantes entre as 2 posic¸ões estudadas bilateralmente (p < 0,0001). Não houve diferenc¸as dodeslocamento condilar entre os lados direito e esquerdo (p = 0,43). A média de deslocamentodo lado direito foi 0,68 mm (± 0,33 mm) e do lado esquerdo 0,69 mm (± 0,32 mm).
Conclusão: Não houve diferenc¸a entre os espac¸os articulares posteriores durante o des-locamente entre as posic¸ões, bilateralmente. As 2 posic¸ões mandibulares estudadasdeterminaram posic¸ões distintas dos côndilos em suas respectivas fossas mandibulares.
© 2015 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária. Publicado por Elsevier España, S.L.U. Este é um artigo Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

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