Estudo clínico sobre a ausência de guias anteriores e sua relação com os ruídos articulares

Objetivo: Avaliar a prevalência de guias anteriores (incisiva e canina), e ruídos articulares, associando-os.
Métodos: Foram selecionados 228 voluntários, entre 18 e 80 anos, (com dentição completa ou pertencentes às classificações III e IV de Kennedy), provenientes do serviço de triagem da Faculdade de Odontologia de Piracicaba e do banco de pacientes do CETASE (Centro de Estudos e Tratamento das Alterações Funcionais do Sistema Estomatognático da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da UNICAMP). A amostra foi submetida à avaliação anamnésica e exame físico para investigar a presença de ruídos articulares (através de palpação digital e auscultação, realizada com um estetoscópio convencional) e a presença das guias incisiva e canina. A análise estatística foi realizada por meio do Teste de Qui-quadrado com nível de significância de 5%.
Resultados: A prevalência de ruídos apresentou diferença estatisticamente significante (p<0,0001) quando detectada por palpação (n=161) e por ausculta (n=205). A guia incisiva esteve ausente em 75% da amostra, não houve associação entre guia incisiva e ruído articular.
A ausência bilateral de guia canina foi encontrada em 81,14% da amostra, a presença unilateral de guia canina em 13,16% e a presença bilateral em 5,70%. As guias caninas, consideradas conjuntamente, apresentaram associação significante (p<0,0001) com ruído articular.
Conclusão: A utilização de métodos distintos para detectar ruídos articulares revelou resultados diferentes. A presença unilateral da guia canina foi a condição que apresentou maiores percentagens de ruído, enquanto a presença bilateral, as menores percentagens. (Rev Port Estomatol Med Dent Cir Maxilofac. 2018;59(2):87-93)
© 2018 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
Publicado por SPEMD. Este é um artigo Open Access sob uma licença CC BY-NC-ND (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Depoimentos